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Extensão da vida

Havia um sonho destruído 
Em uma caixa de apegos
Abandonada sobre as malhas impermeáveis do linóleo
Estendida e alinhada 
Às arestas da própria sombra
Sem pensar, pendia ao opaco e vazio

Sua exterior folha de rosto
Representava o envoltório 
De inerentes particularidades
Ocultas por prescritas chaves
Abertas aos olhos da intuição
Do coração mais próximo de seu coração 
 
Lançando-se ao fatigado resquício do hábito
Alheio ao pulcro sonho abandonado de revolução
Entrelaçado ao atino da desesperança
Caminha pelas pressurosas avenidas da cidade
Ao meio-dia calo observando rastros
Entremeando os sulcos de nossa consciência
 
Esperando a ordem deflagrada
Transpirando o caos urbano
Ante o fantasma da conspiração
A insurreição dos horrores
Frente ao fado ensolarado
A sina de chacina
 
Esquece o tempo
O espaço se foi
Concretaram ideias
Quadricularam sonhos
Em cubos trancafiados

Cerceamos temor no peito
Porém, sob a insular península
O substancial sublime
Traz raro efeito
Aos pequenos júbilos que coexistem

Batendo o tapete do passado
A poeira levanta
Abre a janela e a brisa acalenta face morna
Em meio a tanta fumaça e lembranças
Que se esvaem do passado.

 
“Nem todo caos subtrai da ordem... Ademais, somente obedece às leis do equilíbrio.”
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 01/09/2015
Alterado em 24/02/2017
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