Uni-versos
Somos um tempo limitado de ventos que se batem diante
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Tempo alucinado
 
Ilude a face oculta do espelho
Em seu natimorto ruído
Incerto precipício
Horizonte perdido 
Sem corte soberana
Ou costume semeado
Carrega o tempo que paralisa
E o cálice que cai
No quadro calado
 
Finda a noite
Em temperança
Sem juiz, juízo
Ou bonança
Aos restos silênciosos
O que se faz
Ingênuo e essencial
Chamam de esperança
 
Nesta redoma insossa
Ouço ferozes gritos
Caio pálido
Endurecido
Em teus ladrilhos
Infinitos
Horas perante o vazio
Em perpétuo
Pouso sutil
Sobre o leito dos sonhos
Em um lençol dos delírios
 
Inanimado
Inerte
Inútil
Submerso
Em mim o som do abismo
Faz-se ecoar
 
Avisto o véu urbano
No céu da madrugada
Sobre os morros
E casas caladas
Os ventos se batem
Entre as geadas

Parado no templo
Em que jaz a mente
Assistido
E assustado
Na escuridão do túnel
Imóvel
No cárcere do relógio
Perpetrado
Na claridade do espaço
Voo em verso
Entre vórtices
Às vésperas da rotina.
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 14/09/2015
Alterado em 15/11/2016
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