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Noites em silêncio

Assim que a noite surge
Sopra vento forte
O sinal de chuva esvai
O temor é adiado
E num sopro sutil
Avança o sombra
Sobre meus medos
  
Perante a alvorada
De amor vagante
Voam horizontes em sua visão 
Ainda mais quando o sol nos fez assim
Cheio de luzes
Com todas as coisas que sabemos
Jamais o amanhã será agora
Não há como incinerar o vácuo
 
Num cajado de alucinações
Surge da semente o grão
Na reflexão faz o ancião
E na nudez que grita vê a arte
 
Há remendos
Neste remédio tecnológico
Rupturas
De sol a sul
Um registro de estrutura quadriculada
Qualificada por doutrinas invisíveis
Cravadas nos costumes 

Paralizados no véu
De leitos amarrotados
E na baba dos travesseiros
Despertam no ácido da rotina
 
Alquebrado na sombra tenaz
Observando vícios 
Máquinas de abuso
Calcificadas em si mesmos
Sob um céu cinzento
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 03/11/2015
Alterado em 26/07/2016
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