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Noitevagação
 
Além do frio
Que congela a pele
Na noite opaca
Em meio ao vento
Ouvindo gritos
Que desabam
De um abismo
Viro a pagina
E paro no tempo
Sem ter aonde ir
A voz nasalizada
Parece vir de longe
Em prospecto da fronte apaziguada
E olhar de brilho apagado
Na boca que abre
E na mão que agita os dedos
A caneta e o papel
Deram um destino
Ou ele fora inventado
Cada minucioso
Pedaço de passado
Não é um papel rasgado
Em consequência dele
Faz-se o futuro
E perde ao não ver
Que só atua no presente
Espaço temporal
Onde se adormece
Mas quando falo
E não paro de pensar
Lançando torpedos
À minha volta
Pingando sangue no jardim da alma
Sem bem saber por que
Vou a todos os lugares
Sem ir a lugar algum.
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 28/04/2016
Alterado em 29/04/2016
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