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Somos um tempo limitado de ventos que se batem diante
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A imagem na rua
 
Lançado no espelho do vazio
Parto-me em pedaços
Invertendo o reflexo da vida
Imagem perdida do agora
 Singelo nostálgico estar

Lançam as redes
Laçam-se feixes de luz na janela
E o sol entra sob luz retumbante
Cai o estrondo das horas
No eco do espaço
Há folhas caídas ao chão
E a imagem das vitrines se replica

Caminhando com as mãos no bolso

Na praça recaída
O vento congela a face 

Os sinos batem
Na fotografia do cotidiano
Que os anos destroem

Jogados no silencio da historia
Vidas roubadas se distinguem
Elevadas ao vento das memórias
E ao estupor de novas hordas
Sob novas ordens que nos sitiam

Lançados ao brilho opaco
Ofuscador de mentes
Ascendem as luzes do espírito

Perdem-se apáticos
Na rotina do relógio

No diário
ordinário do século
Impresso em linhas formais
Sobre data marcada

Jogam ao vento
Seus papéis passados
Que voam pelas alamedas
Da soturna cidade

E toda noite tudo acaba
Para reprisar a alvorada

Deixando rugas no senhor do tempo

 
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 19/06/2016
Alterado em 15/11/2016
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