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Primavera do século

Pés pisoteiam
Ladrilhos empoeirados
Na antiga praça opaca

Passam universos ocos
Sem perceber
O eterno silencio
Que fomenta o ceticismo
Das gerações

Calados em cubos
E barreiras demarcatórias
Sobre o ciclo repetitivo das horas
E seus vagos ponteiros
Girando intermitentes
 
Não devíamos esquecer
As florestas que brotam, crescem e extinguem
Enquanto fazemos as mesmas coisas
Os mesmos processos
De regimentos burocráticos
Como produtores inertes
E registros estatísticos
 
O sol intenso
Aplaca a face tesa
Observando o vazio
Do torpor maquinal
Regido pela dureza material
Que marca a tudo
Catalogando os dias
Crenças e ídolos
 
Silos metálicos estridentes
E olhos virtuais
Sobrevoam
Espíritos frenéticos
Entre o ventre soturno
Das engrenagens urbanas

Mal se explica
A respiração do espírito
Na boca que tremula ansiosa
Sem exprimir qualquer murmúrio.

 
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 30/10/2016
Alterado em 30/10/2016
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