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Banho escaldante (na rua alagada)
 
Como nas águas do São Chico
As ruas da metrópole viram corredeiras
Carregando sacos de lixo
Como se fossem corpos de bichos
Sob o relento frio
Movido por um vento mordaz

Rios se criam
Em meio ao concreto pegajoso
A urbe imita a natureza com ineficácia
Em suas contaminadas correntes de resíduos
 
Andando sem opção por águas e restos
À porta do espaço beira um rio
E as gotas escorrem contínuas nos toldos
Gerando mistérios urbanos
Nos domínios do lixo e da chuva

A água cai do céu
Soando como um canto
Sombrio e mágico
De planos perenes paralelos

Enclausurado em seus cubículos
Ouço o gemido dos céus
Que troveja aterradoramente

Na inundação
Da rua alagada
A morte está a um vacilo
Um passo do chão
Uma trupicada.
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 24/01/2017
Alterado em 06/02/2017
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