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 Poesia movediça
 
Poesia é a arte que respira sentimento
Caminha sem direção
Em um baile de devaneios
 
Na doce loucura
Na placidez ou tumulto
Em como tudo se desfaz
E o passado deixa seu vulto
 
A verve que sai do peito
E se contém na palavra
Como as plantas que brotam
Na putrefação da terra
Vermelha e úmida
Esbanjando aromas delicados
E cores rutilantes
 
As horas vão e vem
Os ponteiros do relógio
Batem ponto na ordem
Que nos mantem sob medidas
Mas em metafísicas percepções
Giram surreais frenesis espirais
Na noite embebida
Em bruxaria e insanidade
Dança e fraternidade
 
Onde havia esquecimento
Criam-se novas lembranças
Onde havia detrimento
Mantém-se a esperança

E nada acaba
Mas tudo se vai
A cada piscar de olhos
Outro mundo a desvendar
 
Um detalhe muda tudo
Direção, resultado...
Porém, nada nos faz mais sentido
Que nossas próprias peculiaridad
es
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 01/03/2017
Alterado em 15/04/2017
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